24 de abril de 2018, 22h18

Nomes da "rede montada pelo FC Porto para destruir a hegemonia" do Benfica

Clube

O Jornal I descreveu a “estratégia criada para descredibilizar” o Clube, com base numa denúncia anónima que está a ser investigada e a cujo teor a BTV teve acesso.

Na edição desta terça-feira, o jornal I noticia que o FC Porto “montou uma rede com o intuito de destruir a hegemonia do Benfica”. Aquela publicação adianta também que “a estrutura é composta por dirigentes do FC Porto, elementos da Justiça, órgãos das forças policiais e meios de Comunicação Social”, baseando-se numa denúncia anónima enviada ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República, ao DCIAP, à PJ, à Liga Portuguesa de Futebol e à Federação.

O jornal I não revelou identidades, mas o documento que suporta a denúncia anónima, a que a BTV teve acesso, contém os nomes da “estrutura” criada “para descredibilizar a marca Benfica”.

A missiva em questão refere que da “estrutura-base” fazem parte os seguintes responsáveis do FC Porto: Adelino Caldeira (administrador), Luís Gonçalves (diretor-geral), Manuel Tavares (diretor-geral de media) e Francisco J. Marques (diretor de comunicação). Este grupo, de acordo com a denúncia, conta com os contributos de José Manuel Matos Fernandes (presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube e juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça) e ainda de três agentes da Polícia Judiciária do Porto “com um longo passado de colaboração com o clube”.

Segundo o difundido pelo jornal I, tudo começou há cerca de um ano, em abril de 2017, aquando da “compra da correspondência privada do SLB”. A partir daqui desencadeiam-se uma série de encontros entre elementos da estrutura do FC Porto e do Sporting, primeiro no Hotel Altis e depois no Hotel AC Porto Marriot (estes com periodicidade semanal) com o objetivo de “delinear a estratégia que visava descredibilizar o Benfica”. O mesmo artigo acrescenta que “as informações eram passadas a blogues afetos a portistas e sportinguistas” e reveladas em timings definidos pelas respetivas estruturas dos dois clubes rivais.

Ficou ainda definido, segundo a teor da denúncia, que Manuel Tavares seria responsável por passar informação dos e-mails para os comentadores em programas de debate nas televisões e para os jornais O Jogo, JN e RTP Porto. Já Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, ficou com a tarefa de difundir os conteúdos dos e-mails para os órgãos de Comunicação Social, contando com a colaboração dos jornalistas Nicolau Santos e Pedro Candeias, do Expresso.

A denúncia é de grande amplitude no que diz respeito a pormenores: Tiago Barbosa Ribeiro (deputado), Pedro Bragança (Baluarte) e Diogo Faria são descritos como responsáveis pela montagem de blogues clandestinos para difusão dos e-mails roubados ao SL Benfica. A equipa de Ricardo Pereira, da empresa comOn, gestora das plataformas do FC Porto (com sede em Lisboa), também é acusada de colaborar na estratégia digital.

Do lado do Sporting, sempre de acordo com a denúncia em que assenta a notícia do Jornal I, toda a parte das redes digitais será liderada por João Duarte da empresa YoungNetwork, que gere blogues associados à direção de Bruno de Carvalho e presta serviços para as diferentes plataformas de comunicação daquele clube.

Fotos: Arquivo / SL Benfica

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