Futebol

27 setembro 2017, 16h40

Um horário pouco habitual, um calor que amolece e uma equipa com várias modificações talvez ajudem a explicar uma primeira parte lenta, previsível e quase monótona. Apesar de tudo, assim que se conheceu a constituição da equipa inicial, terão sido muitos os adeptos que prometeram a si próprios não perder pitada do jogo, frente ao Sporting da Covilhã.

Com reforços provenientes do plantel principal, como João Carvalho, que se estreou em jogos oficiais, esta temporada, Diogo Gonçalves, Kalaica e Chris Willock, logo se imaginou uma equipa criativa, fulgurante e de iniciativa constante.

Confirmou-se a iniciativa, na primeira metade, mas a criatividade apenas chegou depois do intervalo. Mesmo assim, o pincel mágico de João Carvalho deixou rastos do seu raro impressionismo tático e, por vezes, as suas combinações com a velocidade de Diogo Gonçalves metralhavam a defesa serrana com dúvidas, aflições e até situações de quase paralisia defensiva.

Isso e o empolgante talento de Willock, espécie de prestidigitador, com uma invulgar capacidade de iludir, enganar e enfeitiçar os seus adversários. A facilidade com que o extremo inglês consegue removê-los do seu caminho, quase nos consegue convencer de que estamos perante um exuberante exemplo de futebol de consola.

De uma parte para a outra, manteve-se a toada morna, mas no segundo tempo vieram os golos. O golo da equipa serrana trouxe uma amarga sensação de injustiça e sobretudo obrigou o Benfica a uma reação. Primeiro, a partir do banco e depois, em campo.

À entrada de Heriberto, seguiu-se, um minuto depois o golo de Keaton Parks, que assumiu, a quarenta metros da baliza do Sporting da Covilhã, a decisão de receber a bola, tirar um adversário da sua frente e galopar até à entrada da área. O remate foi a consequência do seu arrojo e o resultado da sua pontaria.

Queria mais o Benfica e o seu treinador, que foi mexendo na equipa, tirando um médio de contenção e apostando num avançado, Daniel dos Anjos, entregando a João Carvalho as funções de ligação ao ataque e a Keaton Parks a responsabilidade de assegurar os equilíbrios defensivos.

Mesmo sem criar situações claras de golo, a jovem equipa do Benfica manteve-se num ataque constante à baliza dos serranos, gizando, à direita e à esquerda, algumas jogadas perturbadoras para o guarda-redes do Sporting da Covilhã.

Ainda assim, o jogo terminaria sem mais golos e com o terceiro em três jogos disputados no Caixa Futebol Campus entre Benfica B e Sporting da Covilhã, permitindo cumprir vários objetivos do jogo, o de possibilitar o crescimento de uns jogadores e dar ritmo de jogo a outros.

Texto: José Marinho

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

Última atualização: 7 de dezembro de 2017

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