19 de outubro de 2017, 11h37

Momento 7: 11 Eusébios num clássico ímpar

Futebol

A 12 de janeiro de 2014, o Estádio da Luz estava carregado de emoção. Era o primeiro jogo após o falecimento do nome maior da história benfiquista. Este é o sétimo de 14 momentos fortes da Nova Catedral.

Um clássico com o FC Porto é sempre especial, mas nenhum, até agora, atingiu a carga emotiva daquele que sucedeu a 12 de janeiro de 2014. Este foi um momento ímpar na história de 14 anos do novo Estádio da Luz.

Eusébio da Silva Ferreira morrera uns dias antes, a 5 de janeiro, num momento de consternação que atingiu todo o País independentemente da cor clubística e percorreu os quatro cantos do mundo.

O contexto do clássico da 15.ª jornada da Liga NOS – época 2013/14 – era, forçosamente, diferente dos demais. Nesse dia, mais do que 11 Eusébios em campo, foram mais de 60 mil Eusébios na bancada, numa coreografia carregada de Benfiquismo e simbolismo. Até David Luiz fez questão de marcar presença.

Estádio da Luz repleto para receber o minuto de silêncio mais duro da história centenária do Clube. Exemplarmente respeitado, o árbitro Artur Soares Dias deu o apito para o início da partida às 16h00.

As águias arrancaram a todo o gás e aos 13 minutos, Rodrigo inaugurou o marcador após jogada de Markovic num remate – qual Pantera Negra – que fuzilou Helton. Primeira grande explosão de alegria na Catedral. Tudo ganhava uma dimensão diferente neste dia e até o festejo de Rodrigo era marcante.

Aniversário Estádio da Luz

O jogo prosseguiu com o Benfica por cima. O somatório de oportunidades deixava antever um resultado ao intervalo algo parco para os da casa. Sem tirar o pé do acelerador, Garay, na marcação de um pontapé de canto, subiu mais alto e cabeceou para o 2-0. Novo festejo numa simbiose perfeita entre os Eusébios e o público.

O 2-0 tranquilizava, mas o Benfica queria mais. Rodrigo, isolado, teve no pé esquerdo o bis e o terceiro do jogo. Helton, desta vez, levou a melhor e opôs-se da melhor forma. Vitória incontestada de uma equipa que foi suportada pela força de Eusébio durante os 90 minutos de um encontro que redundou no derradeiro de Matic de águia ao peito. Continuaria a sua carreira no Chelsea.

No final, os encarnados seguiam na liderança da tabela classificativa, com 36 pontos. Nesta condição manter-se-iam até final num título que ditou o início da caminhada para o Tetra.

 

FICHA DE JOGO

15.ª jornada da Liga NOS

Estádio da Luz – 62 508 espectadores

BENFICA

Onze: Oblak; Maxi Pereira, Luisão, Garay (Jardel, 84’), Siqueira; Matic, Enzo Perez, Markovic, Gaitán; Rodrigo (Ruben Amorim, 86’) e Lima

Suplentes não utilizados: Artur, Sílvio, Fejsa, Djuricic e Sulejmani

Disciplina: Amarelo a Matic (59’) e Enzo Perez (90’)

Golos: Rodrigo (13’) e Garay (53’)

Treinador: Jorge Jesus

FC PORTO

Onze: Helton; Danilo, Mangala, Otamendi, Alex Sandro; Fernando, Carlos Eduardo, Lucho González (Josué, 70’); Varela, Licá (Quaresma, 53’) e Jackson Martínez

Suplentes não utilizados: Fabiano, Maicon, Defour, Kelvin e Ghilas

Disciplina: Amarelo a Jackson Martínez (57’), Quaresma (58’), Danilo (61’ e 75’), Lucho González (69’) e Fernando (88’); vermelho a Danilo (75’)

Golos: -

Treinador: Paulo Fonseca

Árbitro: Artur Soares Dias

Texto: Marco Rebelo

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