Futebol

14 agosto 2018, 22h57

Rui Vitória

"Os jogadores foram fantásticos no que fizeram e na interpretação do que queríamos para o jogo", analisou o treinador do Benfica, Rui Vitória, após o 1-1 em casa do Fenerbahçe que rendeu o apuramento para o play-off da Liga dos Campeões.

As várias contrariedades que a equipa foi capaz de contornar nesta segunda mão da 3.ª pré-eliminatória, após o triunfo por 1-0 na Luz, mereceram amplo destaque na avaliação do treinador das águias. 

QUAIS FORAM OS ASPETOS-CHAVE DO APURAMENTO?

"A nossa qualificação passou por vários aspetos, mas fundamentalmente por uma grande capacidade de superação da equipa. Apanhámos um dos adversários mais categorizados e sabíamos que aqui seria um jogo difícil. Outra contrariedade que tivemos foi o Fejsa (que hoje faz anos e realizou uma exibição fantástica), que esteve para não jogar devido a gastroenterite. O nosso presidente também não está connosco, e a presença dele é sempre muito importante. Mais: pela primeira vez estive num jogo fora do Benfica em que os nossos adeptos não puderam estar presentes; e aos 30 minutos de jogo tivemos o nosso avançado [Castillo] fora, o que contrariou logo a estratégia...

Fomos uma equipa que se superou permanentemente. Os jogadores foram fantásticos no que fizeram e na interpretação do que queríamos para o jogo. Fomos uma equipa personalizada, a esconder a bola ao adversário, a saber quando deveríamos atacar e, mesmo perante a contrariedade de sofrer um golo muito perto do intervalo, na segunda parte ainda controlámos melhor a partida."

André Almeida

FOI A EXIBIÇÃO MAIS CONSISTENTE DOS TRÊS PRIMEIROS JOGOS OFICIAIS?

"Temos feito boas exibições. Já fizemos três jogos oficiais e atingimos os objetivos. Esta foi uma exibição bem conseguida, da forma como se tem de jogar na Liga dos Campeões, a saber o que fazer com e sem bola. Podíamos ter sido ainda mais agressivos, mas o mais importante era ter o jogo sempre controlado. Foi uma exibição categórica e consistente do princípio ao fim. Podíamos ter marcado mais golos."

LANÇOU CASTILLO EM VEZ DE FERREYRA NO ONZE. PORQUÊ?

"O Castillo é um jogador que tem um pouco mais de profundidade, que perturba muito a zona central do ataque. Queríamos ter um jogador que numa bola longa a mantivesse para a equipa ter um pouco mais de sossego atrás, quando estivesse mais pressionada. São características que os nossos avançados têm e nós aproveitamo-las em função dos jogos. O Castillo esteve bem, o trabalho do Ferreyra a seguir foi muito meritório, mas fundamentalmente foi uma equipa completa e equilibrada."

Fenerbahçe-Benfica

SATISFEITO TAMBÉM PELO PRIMEIRO GOLO DE GEDSON?

"É mais um jogador de qualidade que o Benfica tem. Agrada-me ver a capacidade que um jovem de 19 anos tem para jogar a este nível e a integração nas nossas dinâmicas de jogo. Agrada-me, mas não me espanta, porque na nossa forma de trabalhar os jogadores percebem o que têm de fazer e estão perfeitamente à vontade para explanar as suas capacidades."

O QUE ESPERA DO DUELO COM O PAOK NO PLAY-OFF?

"O nosso trajeto nesta fase inicial é competir, descansar e competir. Já passámos três obstáculos. Agora vamos preparar o mais rápido possível o Boavista e depois prepararemos o PAOK. Não me interessa muito debruçar-me sobre a equipa do PAOK. Temos de ganhar no Bessa, um adversário difícil. Um passo de cada vez. Temos de recuperar bem."

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

Última atualização: 17 de novembro de 2022

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